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Aberta a exposição “1 Julgamento, 4 Línguas – Os pioneiros da interpretação simultânea em Nuremberg”

Na última segunda-feira, foi aberta, na Biblioteca Nacional de Brasília, a exposição “1 Julgamento, 4 Línguas – Os pioneiros da interpretação simultânea em Nuremberg”, que marca os 80 anos do Julgamento de Nuremberg, um marco histórico tanto para a justiça internacional quanto para a consolidação dos direitos humanos. A exposição é realizada em parceria entre […]

APIC lança a “Declaração sobre o Uso da Inteligência Artificial na Interpretação de Conferências

A Declaração apresenta orientações e posicionamentos sobre a aplicação da Inteligência Artificial no área da interpretação de conferências, esclarece seu status atual e reafirma o protagonismo do intérprete humano. O documento também traz recomendações direcionadas aos clientes e reafirma o compromisso dos intérpretes da APIC.

Nova diretoria da APIC- 2025-2026

Neste mês de abril tomou posse a nova diretoria da APIC para o biênio 2025-2026: Presidente: Marsel de Souza 1º Vice Presidente: Tiago Coimbra 2ª Vice Presidente: Simone Troula 1º Secretário: Daniel Veloso 2ª Secretária: Alicia de Choc Asseo Tesoureira: Marília Aranha A coincidência deste primeiro ano da nova gestão com o 80º aniversário do […]

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@apic_interpretes
Intérpretes de Conferência

@apic_interpretes

Associação Profissional de Intérpretes de Conferência.
  • Cobrir a Assembleia Geral da ONU (#UNGA) é uma das experiências mais intensas para um intérprete de conferência. Com a bagagem de seis anos traduzindo o evento na TV, a nossa associada Denise Bobadilha reuniu observações fascinantes sobre os bastidores dessa cobertura. Confira:

Todo mundo assiste ao discurso do Brasil (que abre a Reunião Geral todos os anos por tradição) e o dos EUA, que é o segundo por ser anfitrião da sede da ONU. Mas, nos demais, a plenária fica quase vazia, não por má vontade, mas porque a UNGA é feita de dezenas de outras reuniões com diplomatas e chefes de Estado.

O sistema da ONU transmite todos os discursos nos seis idiomas oficiais da organização (inglês, russo, francês, espanhol, mandarim e árabe) tanto no sistema interno, com receptores, como no site oficial.

A interpretação oficial é feita pelos intérpretes da ONU ou por intérpretes dos chefes de Estado (Lula, por exemplo, trabalha com o intérprete Sérgio Teixeira desde os anos 80).

Alguns chefes de Estado preferem discursar em inglês, caso de Volodymyr Zelenskyi (Ucrânia) e Benjamin Netanyahu (Israel), entre muitos outros. Mas, muitas vezes, sotaque e falta de fluência para dar cadência ao discurso tornam-no confuso. Minha opinião: melhor contar com o intérprete, como Lula e Milei fazem.

Como intérprete, eu fico abismada com o talento dos colegas na ONU que ouço no conforto do meu fone. Passam segurança, discurso bem construído, soluções idiomáticas. Percebo também que, em 90% das vezes, eles têm acesso ao discurso anteriormente e assim conseguem preparar uma interpretação impecável. Não é o nosso caso aqui, ou daqueles que traduzem para a imprensa em todo mundo, que têm de se virar ao vivo e sem ler antes (ossos do ofício e normal).

Às vezes ouço coisas que só a audição muito apurada do intérprete consegue perceber: um mexer na cadeira, um papel sendo movido, um gole de água, uma pausa quando o intérprete percebe que avançou num texto lido além do que estava sendo dito (com Irã, isso aconteceu muito) ou até um discreto suspiro pelo cansaço do esforço cognitivo extremo.

Valeu @denisebob por compartilhar sua expe
  • Quem vê um intérprete trabalhando com fluidez na cabine dificilmente imagina a verdadeira "tempestade neuroquímica" que acontece por trás dos fones de ouvido. 

Neurocientistas da Universidade de Genebra, na Suíça, colocaram 50 participantes multilíngues em um aparelho de Ressonância Magnética Funcional e pediram que realizassem três tarefas: ouvir uma frase, repetir uma frase e fazer a interpretação simultânea de uma frase. Os resultados foram surpreendentes. Durante a interpretação, o núcleo caudado, estrutura cerebral profunda responsável pela tomada de decisões e pela coordenação de tarefas complexas, apresentava uma atividade muito mais intensa do que durante a escuta ou a repetição. O núcleo caudado não traduz palavras. Ele atua como um maestro de orquestra, coordenando múltiplas regiões cerebrais em tempo real: ouvir, compreender, reformular, falar e monitorar, tudo simultaneamente. Intérpretes não utilizam apenas mais capacidade cerebral; eles utilizam o cérebro de maneira diferente.

Essa ginástica mental contínua altera a densidade da massa cinzenta em regiões responsáveis pelo controle executivo, pela memória de curto prazo e pelo processamento auditivo. É a prova científica de que a precisão na cabine não nasce do acaso, mas de uma incrível plasticidade cerebral alimentada por anos de estudo, treino e prática profissional. Um estudo separado, realizado com EEG e publicado na revista *PLOS One*, revelou que os cérebros de intérpretes apresentam padrões de conectividade únicos, mesmo em repouso — uma hiperconectividade no lobo frontal que pessoas que não são intérpretes simplesmente não possuem. O cérebro do intérprete não é ativado apenas durante o trabalho; ele é permanentemente reconfigurado pela profissão. 

O resultado? Uma mente treinada para filtrar ruídos, gerenciar o estresse e entregar conexões humanas perfeitas onde antes havia barreiras linguísticas.

fonte: https://speakrllc.com/
  • Assim como um grande diretor escolhe a lente, o ângulo e a luz para contar uma história, cada idioma enxerga a realidade sob uma perspectiva única. 

A célebre frase do cineasta italiano Federico Fellini resume com perfeição o que vivemos diariamente na cabine: "Uma língua diferente é uma visão diferente da vida."

Aprender e dominar um idioma vai muito além de decorar regras gramaticais ou traduzir palavras equivalentes. É compreender a bagagem cultural, o humor, os silêncios e a sensibilidade de um povo.

Como intérpretes de conferência, nosso papel é justamente decodificar essa "visão de vida" em tempo real, permitindo que públicos de diferentes origens não apenas ouçam a tradução das palavras, mas sintam a verdadeira essência da mensagem. 

E para você, qual idioma abriu a lente mais surpreendente sobre o mundo? Conta para a gente nos comentários! 👇
  • A cabine de interpretação pode parecer um ambiente isolado, mas a nossa trajetória profissional não precisa ser.

Ser um intérprete associado à APIC vai muito além de ter o seu nome em um guia de profissionais. Significa fazer parte ativamente da história e do desenvolvimento da interpretação de conferência no Brasil. É estar lado a lado com quem define os padrões de excelência técnica, ética e de condições de trabalho no nosso mercado.
Se você busca valorizar a sua história na profissão, ampliar a sua rede de contatos com colegas experientes e contar com a chancela da maior autoridade do setor no país, o seu lugar é aqui.

A associação está de portas abertas para novos talentos e profissionais experientes que compartilham do nosso amor pela precisão da linguagem e pelo respeito à categoria. 

Acesse o nosso portal para entender as diferentes categorias de associação (como Associados Ativos, Agregados ou em Formação) e confira os documentos necessários para fazer a sua solicitação.

Estamos esperando por você!

👉 Estudante ou profissional da área? Una-se à comunidade que define os padrões de excelência da nossa profissão. Saiba como se associar em: https://apic.org.br/pt/associar-se/

#APIC #InterpretaçãoDeConferências #Intérpretes
  • Se existisse um uniforme oficial para a nossa categoria, essa camiseta com certeza estaria no topo da lista. Afinal, ser intérprete de conferência não é decorar o dicionário da primeira à última página. É entender o contexto, a estrutura da linguagem e as culturas envolvidas, além de ter agilidade cognitiva para conectar ideias em tempo real.

O dicionário traduz palavras isoladas. O intérprete traduz intenções, nuances, tom e conhecimento.

E você, quantas vezes já teve vontade de usar uma camiseta dessas no churrasco de família ou em uma reunião social? Conta para a gente nos comentários a pergunta mais inusitada que já te fizeram! 👇

#VidaDeIntérprete #Intérprete #memeIntérprete
  • Fora do universo da linguagem, quase ninguém sabe quem ela foi. Mas para os intérpretes de conferência, a francesa Marianne Lederer (1934–2026) é uma figura tão fundamental quanto Celso Furtado para os economistas ou Rui Barbosa para os advogados. 

Em um belo texto publicado no LinkedIn, a nossa associada Beatriz Velloso homenageou Lederer, que faleceu este ano e foi coautora da célebre Théorie du Sens (Teoria Interpretativa da Tradução), desenvolvida no final dos anos 1960 ao lado de Danica Seleskovitch. A teoria revolucionou o nosso campo ao provar que interpretar não é apenas trocar palavras de um idioma para o outro, mas sim passar por três fases cognitivas: compreensão, desverbalização (o ato de se desapegar das palavras para reter apenas a representação mental do sentido) e reformulação. Tudo isso levando em conta o contexto, a intenção do orador, o estilo e o perfil da plateia.

Como ressaltou Beatriz em sua reflexão, esse processo descrito há quase 60 anos pelas pesquisadoras é justamente onde a inteligência artificial não consegue chegar: transportar o sentido humano. Entender frases isoladas ou calcular estatisticamente a palavra mais provável não substitui a compreensão das nuances, da cultura e das circunstâncias de um discurso.

Com uma trajetória genuinamente cosmopolita, Marianne Lederer nasceu na França, viveu na Áustria e na União Soviética, e passou longos períodos na Inglaterra e nos Estados Unidos. Foi intérprete de francês, alemão e inglês, além de professora universitária nas áreas de línguas estrangeiras, tradução e estudos tradutórios, uma das mentes que pavimentaram a formação da nossa profissão. Seu legado segue vivo em cada desverbalização que fazemos na cabine. 

📝 Texto e reflexão original de autoria da nossa associada @beatrizvelloso, adaptado com autorização para as redes da APIC.

#APIC #InterpretaçãoDeConferência #MarianneLederer
  • Quem trabalha na cabine de tradução simultânea sabe que o maior perigo da nossa profissão é, muitas vezes, traduzir tudo "ao pé da letra". Mas e se a gente parasse para olhar a literalidade do nosso idioma de um jeito poético, absurdo e muito bem-humorado?

Nossa dica de leitura do mês é o livro "Aos Pés da Letra", de Gregório Duvivier.

Na obra, o autor faz uma verdadeira ginástica linguística. Ele pega expressões cotidianas que usamos no piloto automático e as reconstrói de forma literal, revelando o quanto a nossa comunicação é cheia de imagens surreais. O que significa, de verdade, "chover canivetes", "procurar pelo em ovo" ou "colocar a mão no fogo" por alguém?

Se você está procurando uma leitura leve, rápida, mas cheia de sensibilidade e inteligência sobre o poder das palavras, "Aos Pés da Letra" é a escolha perfeita para o seu próximo final de semana.

Quem aí já leu? Deixe sua opinião aqui nos comentários! 👇

#DicaDeLeituraAPIC #APIC
  • Se o ouvido é a principal ferramenta de trabalho de um intérprete, quando foi a última vez que você deu um descanso verdadeiro para o seu? 

🎧 No calor da cabine, a nossa audição não é apenas um sentido passivo, mas um canal de processamento cognitivo de altíssima intensidade. Ficar exposto por horas a diferentes frequências de voz, ruídos de equipamentos eletrônicos e à própria pressão do ambiente pode sobrecarregar esse sistema, gerando a chamada fadiga auditiva: um desgaste silencioso que afeta diretamente o nosso desempenho e bem-estar. Arraste para o lado para entender os sinais de alerta que o seu corpo envia, as consequências na sua rotina e as melhores formas de proteger o seu maior ativo profissional!

É intérprete de conferências? Saiba como fazer parte da APIC: https://apic.org.br/pt/associar-se/ 

#FadigaAuditiva #Intérpretes #Intérprete #InterpretaçãoDeConferência
  • Dizer "sim" de prontidão para uma oportunidade é tentador, especialmente no início da carreira. Mas você sabe identificar quando uma proposta coloca em risco o seu profissionalismo e a sua saúde mental?

Hoje temos algumas dicas que são indispensáveis para quem está começando na profissão, e úteis também para os mais experientes. Elas foram compiladas pela AIIC.😉👇

Antes de aceitar um trabalho, pergunte a si mesmo:

- Você está disponível naquelas datas e horários?

- Você tem a combinação de idiomas certa?

- Você tem a experiência e o conhecimento técnico necessários para interpretar o assunto?

- As condições de trabalho estão de acordo com as normas profissionais e as condutas éticas preconizadas pela associação?

Preste atenção quando:

- A composição da equipe é inadequada – alguns idiomas não estão cobertos corretamente, o tamanho da equipe não corresponde à carga de trabalho, você teria de trabalhar sozinho na simultânea ou o organizador é evasivo quando você faz perguntas sobre outros membros da equipe;

- As condições de trabalho são inaceitáveis: os documentos preparatórios não serão fornecidos, o valor oferecido é muito menor que o praticado no mercado, não há ajuda de custo para trabalhar em outra cidade, não há distinção entre dias de trabalho e dias de viagem, as cabines não serão compatíveis com as normas ISO.

Como evitar surpresas desagradáveis?

Quando você está começando e ansioso por experiência, pode ser tentador aceitar qualquer oferta de trabalho. Fazendo as perguntas certas, você pode evitar situações desconfortáveis, como:

─ Fazer interpretação simultânea sozinho por um período superior a 60 minutos;

─ Ser solicitado a trabalhar de ou para uma língua que não faz parte de sua combinação de idiomas;

─ Trabalhar em cabines divididas por cortinas ou sem isolamento acústico adequado;

─ Trabalhar sem o apoio de técnicos no local;

─ Trabalhar sem cabine de interpretação, em um local improvisado como ao lado da mesa de som ou dos controles de iluminação, por exemplo.

fonte: aiic.org

#DicasAPIC #InterpretarÉHumano #Intérpretes
Cobrir a Assembleia Geral da ONU (#UNGA) é uma das experiências mais intensas para um intérprete de conferência. Com a bagagem de seis anos traduzindo o evento na TV, a nossa associada Denise Bobadilha reuniu observações fascinantes sobre os bastidores dessa cobertura. Confira:

Todo mundo assiste ao discurso do Brasil (que abre a Reunião Geral todos os anos por tradição) e o dos EUA, que é o segundo por ser anfitrião da sede da ONU. Mas, nos demais, a plenária fica quase vazia, não por má vontade, mas porque a UNGA é feita de dezenas de outras reuniões com diplomatas e chefes de Estado.

O sistema da ONU transmite todos os discursos nos seis idiomas oficiais da organização (inglês, russo, francês, espanhol, mandarim e árabe) tanto no sistema interno, com receptores, como no site oficial.

A interpretação oficial é feita pelos intérpretes da ONU ou por intérpretes dos chefes de Estado (Lula, por exemplo, trabalha com o intérprete Sérgio Teixeira desde os anos 80).

Alguns chefes de Estado preferem discursar em inglês, caso de Volodymyr Zelenskyi (Ucrânia) e Benjamin Netanyahu (Israel), entre muitos outros. Mas, muitas vezes, sotaque e falta de fluência para dar cadência ao discurso tornam-no confuso. Minha opinião: melhor contar com o intérprete, como Lula e Milei fazem.

Como intérprete, eu fico abismada com o talento dos colegas na ONU que ouço no conforto do meu fone. Passam segurança, discurso bem construído, soluções idiomáticas. Percebo também que, em 90% das vezes, eles têm acesso ao discurso anteriormente e assim conseguem preparar uma interpretação impecável. Não é o nosso caso aqui, ou daqueles que traduzem para a imprensa em todo mundo, que têm de se virar ao vivo e sem ler antes (ossos do ofício e normal).

Às vezes ouço coisas que só a audição muito apurada do intérprete consegue perceber: um mexer na cadeira, um papel sendo movido, um gole de água, uma pausa quando o intérprete percebe que avançou num texto lido além do que estava sendo dito (com Irã, isso aconteceu muito) ou até um discreto suspiro pelo cansaço do esforço cognitivo extremo.

Valeu @denisebob por compartilhar sua expe
Cobrir a Assembleia Geral da ONU (#UNGA) é uma das experiências mais intensas para um intérprete de conferência. Com a bagagem de seis anos traduzindo o evento na TV, a nossa associada Denise Bobadilha reuniu observações fascinantes sobre os bastidores dessa cobertura. Confira: Todo mundo assiste ao discurso do Brasil (que abre a Reunião Geral todos os anos por tradição) e o dos EUA, que é o segundo por ser anfitrião da sede da ONU. Mas, nos demais, a plenária fica quase vazia, não por má vontade, mas porque a UNGA é feita de dezenas de outras reuniões com diplomatas e chefes de Estado. O sistema da ONU transmite todos os discursos nos seis idiomas oficiais da organização (inglês, russo, francês, espanhol, mandarim e árabe) tanto no sistema interno, com receptores, como no site oficial. A interpretação oficial é feita pelos intérpretes da ONU ou por intérpretes dos chefes de Estado (Lula, por exemplo, trabalha com o intérprete Sérgio Teixeira desde os anos 80). Alguns chefes de Estado preferem discursar em inglês, caso de Volodymyr Zelenskyi (Ucrânia) e Benjamin Netanyahu (Israel), entre muitos outros. Mas, muitas vezes, sotaque e falta de fluência para dar cadência ao discurso tornam-no confuso. Minha opinião: melhor contar com o intérprete, como Lula e Milei fazem. Como intérprete, eu fico abismada com o talento dos colegas na ONU que ouço no conforto do meu fone. Passam segurança, discurso bem construído, soluções idiomáticas. Percebo também que, em 90% das vezes, eles têm acesso ao discurso anteriormente e assim conseguem preparar uma interpretação impecável. Não é o nosso caso aqui, ou daqueles que traduzem para a imprensa em todo mundo, que têm de se virar ao vivo e sem ler antes (ossos do ofício e normal). Às vezes ouço coisas que só a audição muito apurada do intérprete consegue perceber: um mexer na cadeira, um papel sendo movido, um gole de água, uma pausa quando o intérprete percebe que avançou num texto lido além do que estava sendo dito (com Irã, isso aconteceu muito) ou até um discreto suspiro pelo cansaço do esforço cognitivo extremo. Valeu @denisebob por compartilhar sua expe
3 horas ago
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Quem vê um intérprete trabalhando com fluidez na cabine dificilmente imagina a verdadeira "tempestade neuroquímica" que acontece por trás dos fones de ouvido. 

Neurocientistas da Universidade de Genebra, na Suíça, colocaram 50 participantes multilíngues em um aparelho de Ressonância Magnética Funcional e pediram que realizassem três tarefas: ouvir uma frase, repetir uma frase e fazer a interpretação simultânea de uma frase. Os resultados foram surpreendentes. Durante a interpretação, o núcleo caudado, estrutura cerebral profunda responsável pela tomada de decisões e pela coordenação de tarefas complexas, apresentava uma atividade muito mais intensa do que durante a escuta ou a repetição. O núcleo caudado não traduz palavras. Ele atua como um maestro de orquestra, coordenando múltiplas regiões cerebrais em tempo real: ouvir, compreender, reformular, falar e monitorar, tudo simultaneamente. Intérpretes não utilizam apenas mais capacidade cerebral; eles utilizam o cérebro de maneira diferente.

Essa ginástica mental contínua altera a densidade da massa cinzenta em regiões responsáveis pelo controle executivo, pela memória de curto prazo e pelo processamento auditivo. É a prova científica de que a precisão na cabine não nasce do acaso, mas de uma incrível plasticidade cerebral alimentada por anos de estudo, treino e prática profissional. Um estudo separado, realizado com EEG e publicado na revista *PLOS One*, revelou que os cérebros de intérpretes apresentam padrões de conectividade únicos, mesmo em repouso — uma hiperconectividade no lobo frontal que pessoas que não são intérpretes simplesmente não possuem. O cérebro do intérprete não é ativado apenas durante o trabalho; ele é permanentemente reconfigurado pela profissão. 

O resultado? Uma mente treinada para filtrar ruídos, gerenciar o estresse e entregar conexões humanas perfeitas onde antes havia barreiras linguísticas.

fonte: https://speakrllc.com/
Quem vê um intérprete trabalhando com fluidez na cabine dificilmente imagina a verdadeira "tempestade neuroquímica" que acontece por trás dos fones de ouvido. Neurocientistas da Universidade de Genebra, na Suíça, colocaram 50 participantes multilíngues em um aparelho de Ressonância Magnética Funcional e pediram que realizassem três tarefas: ouvir uma frase, repetir uma frase e fazer a interpretação simultânea de uma frase. Os resultados foram surpreendentes. Durante a interpretação, o núcleo caudado, estrutura cerebral profunda responsável pela tomada de decisões e pela coordenação de tarefas complexas, apresentava uma atividade muito mais intensa do que durante a escuta ou a repetição. O núcleo caudado não traduz palavras. Ele atua como um maestro de orquestra, coordenando múltiplas regiões cerebrais em tempo real: ouvir, compreender, reformular, falar e monitorar, tudo simultaneamente. Intérpretes não utilizam apenas mais capacidade cerebral; eles utilizam o cérebro de maneira diferente. Essa ginástica mental contínua altera a densidade da massa cinzenta em regiões responsáveis pelo controle executivo, pela memória de curto prazo e pelo processamento auditivo. É a prova científica de que a precisão na cabine não nasce do acaso, mas de uma incrível plasticidade cerebral alimentada por anos de estudo, treino e prática profissional. Um estudo separado, realizado com EEG e publicado na revista *PLOS One*, revelou que os cérebros de intérpretes apresentam padrões de conectividade únicos, mesmo em repouso — uma hiperconectividade no lobo frontal que pessoas que não são intérpretes simplesmente não possuem. O cérebro do intérprete não é ativado apenas durante o trabalho; ele é permanentemente reconfigurado pela profissão. O resultado? Uma mente treinada para filtrar ruídos, gerenciar o estresse e entregar conexões humanas perfeitas onde antes havia barreiras linguísticas. fonte: https://speakrllc.com/
3 dias ago
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Assim como um grande diretor escolhe a lente, o ângulo e a luz para contar uma história, cada idioma enxerga a realidade sob uma perspectiva única. 

A célebre frase do cineasta italiano Federico Fellini resume com perfeição o que vivemos diariamente na cabine: "Uma língua diferente é uma visão diferente da vida."

Aprender e dominar um idioma vai muito além de decorar regras gramaticais ou traduzir palavras equivalentes. É compreender a bagagem cultural, o humor, os silêncios e a sensibilidade de um povo.

Como intérpretes de conferência, nosso papel é justamente decodificar essa "visão de vida" em tempo real, permitindo que públicos de diferentes origens não apenas ouçam a tradução das palavras, mas sintam a verdadeira essência da mensagem. 

E para você, qual idioma abriu a lente mais surpreendente sobre o mundo? Conta para a gente nos comentários! 👇
Assim como um grande diretor escolhe a lente, o ângulo e a luz para contar uma história, cada idioma enxerga a realidade sob uma perspectiva única. A célebre frase do cineasta italiano Federico Fellini resume com perfeição o que vivemos diariamente na cabine: "Uma língua diferente é uma visão diferente da vida." Aprender e dominar um idioma vai muito além de decorar regras gramaticais ou traduzir palavras equivalentes. É compreender a bagagem cultural, o humor, os silêncios e a sensibilidade de um povo. Como intérpretes de conferência, nosso papel é justamente decodificar essa "visão de vida" em tempo real, permitindo que públicos de diferentes origens não apenas ouçam a tradução das palavras, mas sintam a verdadeira essência da mensagem. E para você, qual idioma abriu a lente mais surpreendente sobre o mundo? Conta para a gente nos comentários! 👇
5 dias ago
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A cabine de interpretação pode parecer um ambiente isolado, mas a nossa trajetória profissional não precisa ser.

Ser um intérprete associado à APIC vai muito além de ter o seu nome em um guia de profissionais. Significa fazer parte ativamente da história e do desenvolvimento da interpretação de conferência no Brasil. É estar lado a lado com quem define os padrões de excelência técnica, ética e de condições de trabalho no nosso mercado.
Se você busca valorizar a sua história na profissão, ampliar a sua rede de contatos com colegas experientes e contar com a chancela da maior autoridade do setor no país, o seu lugar é aqui.

A associação está de portas abertas para novos talentos e profissionais experientes que compartilham do nosso amor pela precisão da linguagem e pelo respeito à categoria. 

Acesse o nosso portal para entender as diferentes categorias de associação (como Associados Ativos, Agregados ou em Formação) e confira os documentos necessários para fazer a sua solicitação.

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👉 Estudante ou profissional da área? Una-se à comunidade que define os padrões de excelência da nossa profissão. Saiba como se associar em: https://apic.org.br/pt/associar-se/

#APIC #InterpretaçãoDeConferências #Intérpretes
A cabine de interpretação pode parecer um ambiente isolado, mas a nossa trajetória profissional não precisa ser.

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Se você busca valorizar a sua história na profissão, ampliar a sua rede de contatos com colegas experientes e contar com a chancela da maior autoridade do setor no país, o seu lugar é aqui.

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A cabine de interpretação pode parecer um ambiente isolado, mas a nossa trajetória profissional não precisa ser.

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Se você busca valorizar a sua história na profissão, ampliar a sua rede de contatos com colegas experientes e contar com a chancela da maior autoridade do setor no país, o seu lugar é aqui.

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#APIC #InterpretaçãoDeConferências #Intérpretes
A cabine de interpretação pode parecer um ambiente isolado, mas a nossa trajetória profissional não precisa ser. Ser um intérprete associado à APIC vai muito além de ter o seu nome em um guia de profissionais. Significa fazer parte ativamente da história e do desenvolvimento da interpretação de conferência no Brasil. É estar lado a lado com quem define os padrões de excelência técnica, ética e de condições de trabalho no nosso mercado. Se você busca valorizar a sua história na profissão, ampliar a sua rede de contatos com colegas experientes e contar com a chancela da maior autoridade do setor no país, o seu lugar é aqui. A associação está de portas abertas para novos talentos e profissionais experientes que compartilham do nosso amor pela precisão da linguagem e pelo respeito à categoria. Acesse o nosso portal para entender as diferentes categorias de associação (como Associados Ativos, Agregados ou em Formação) e confira os documentos necessários para fazer a sua solicitação. Estamos esperando por você! 👉 Estudante ou profissional da área? Una-se à comunidade que define os padrões de excelência da nossa profissão. Saiba como se associar em: https://apic.org.br/pt/associar-se/ #APIC #InterpretaçãoDeConferências #Intérpretes
1 semana ago
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Se existisse um uniforme oficial para a nossa categoria, essa camiseta com certeza estaria no topo da lista. Afinal, ser intérprete de conferência não é decorar o dicionário da primeira à última página. É entender o contexto, a estrutura da linguagem e as culturas envolvidas, além de ter agilidade cognitiva para conectar ideias em tempo real.

O dicionário traduz palavras isoladas. O intérprete traduz intenções, nuances, tom e conhecimento.

E você, quantas vezes já teve vontade de usar uma camiseta dessas no churrasco de família ou em uma reunião social? Conta para a gente nos comentários a pergunta mais inusitada que já te fizeram! 👇

#VidaDeIntérprete #Intérprete #memeIntérprete
Se existisse um uniforme oficial para a nossa categoria, essa camiseta com certeza estaria no topo da lista. Afinal, ser intérprete de conferência não é decorar o dicionário da primeira à última página. É entender o contexto, a estrutura da linguagem e as culturas envolvidas, além de ter agilidade cognitiva para conectar ideias em tempo real. O dicionário traduz palavras isoladas. O intérprete traduz intenções, nuances, tom e conhecimento. E você, quantas vezes já teve vontade de usar uma camiseta dessas no churrasco de família ou em uma reunião social? Conta para a gente nos comentários a pergunta mais inusitada que já te fizeram! 👇 #VidaDeIntérprete #Intérprete #memeIntérprete
1 semana ago
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Fora do universo da linguagem, quase ninguém sabe quem ela foi. Mas para os intérpretes de conferência, a francesa Marianne Lederer (1934–2026) é uma figura tão fundamental quanto Celso Furtado para os economistas ou Rui Barbosa para os advogados. 

Em um belo texto publicado no LinkedIn, a nossa associada Beatriz Velloso homenageou Lederer, que faleceu este ano e foi coautora da célebre Théorie du Sens (Teoria Interpretativa da Tradução), desenvolvida no final dos anos 1960 ao lado de Danica Seleskovitch. A teoria revolucionou o nosso campo ao provar que interpretar não é apenas trocar palavras de um idioma para o outro, mas sim passar por três fases cognitivas: compreensão, desverbalização (o ato de se desapegar das palavras para reter apenas a representação mental do sentido) e reformulação. Tudo isso levando em conta o contexto, a intenção do orador, o estilo e o perfil da plateia.

Como ressaltou Beatriz em sua reflexão, esse processo descrito há quase 60 anos pelas pesquisadoras é justamente onde a inteligência artificial não consegue chegar: transportar o sentido humano. Entender frases isoladas ou calcular estatisticamente a palavra mais provável não substitui a compreensão das nuances, da cultura e das circunstâncias de um discurso.

Com uma trajetória genuinamente cosmopolita, Marianne Lederer nasceu na França, viveu na Áustria e na União Soviética, e passou longos períodos na Inglaterra e nos Estados Unidos. Foi intérprete de francês, alemão e inglês, além de professora universitária nas áreas de línguas estrangeiras, tradução e estudos tradutórios, uma das mentes que pavimentaram a formação da nossa profissão. Seu legado segue vivo em cada desverbalização que fazemos na cabine. 

📝 Texto e reflexão original de autoria da nossa associada @beatrizvelloso, adaptado com autorização para as redes da APIC.

#APIC #InterpretaçãoDeConferência #MarianneLederer
Fora do universo da linguagem, quase ninguém sabe quem ela foi. Mas para os intérpretes de conferência, a francesa Marianne Lederer (1934–2026) é uma figura tão fundamental quanto Celso Furtado para os economistas ou Rui Barbosa para os advogados. Em um belo texto publicado no LinkedIn, a nossa associada Beatriz Velloso homenageou Lederer, que faleceu este ano e foi coautora da célebre Théorie du Sens (Teoria Interpretativa da Tradução), desenvolvida no final dos anos 1960 ao lado de Danica Seleskovitch. A teoria revolucionou o nosso campo ao provar que interpretar não é apenas trocar palavras de um idioma para o outro, mas sim passar por três fases cognitivas: compreensão, desverbalização (o ato de se desapegar das palavras para reter apenas a representação mental do sentido) e reformulação. Tudo isso levando em conta o contexto, a intenção do orador, o estilo e o perfil da plateia. Como ressaltou Beatriz em sua reflexão, esse processo descrito há quase 60 anos pelas pesquisadoras é justamente onde a inteligência artificial não consegue chegar: transportar o sentido humano. Entender frases isoladas ou calcular estatisticamente a palavra mais provável não substitui a compreensão das nuances, da cultura e das circunstâncias de um discurso. Com uma trajetória genuinamente cosmopolita, Marianne Lederer nasceu na França, viveu na Áustria e na União Soviética, e passou longos períodos na Inglaterra e nos Estados Unidos. Foi intérprete de francês, alemão e inglês, além de professora universitária nas áreas de línguas estrangeiras, tradução e estudos tradutórios, uma das mentes que pavimentaram a formação da nossa profissão. Seu legado segue vivo em cada desverbalização que fazemos na cabine. 📝 Texto e reflexão original de autoria da nossa associada @beatrizvelloso, adaptado com autorização para as redes da APIC. #APIC #InterpretaçãoDeConferência #MarianneLederer
2 semanas ago
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6/9
Quem trabalha na cabine de tradução simultânea sabe que o maior perigo da nossa profissão é, muitas vezes, traduzir tudo "ao pé da letra". Mas e se a gente parasse para olhar a literalidade do nosso idioma de um jeito poético, absurdo e muito bem-humorado?

Nossa dica de leitura do mês é o livro "Aos Pés da Letra", de Gregório Duvivier.

Na obra, o autor faz uma verdadeira ginástica linguística. Ele pega expressões cotidianas que usamos no piloto automático e as reconstrói de forma literal, revelando o quanto a nossa comunicação é cheia de imagens surreais. O que significa, de verdade, "chover canivetes", "procurar pelo em ovo" ou "colocar a mão no fogo" por alguém?

Se você está procurando uma leitura leve, rápida, mas cheia de sensibilidade e inteligência sobre o poder das palavras, "Aos Pés da Letra" é a escolha perfeita para o seu próximo final de semana.

Quem aí já leu? Deixe sua opinião aqui nos comentários! 👇

#DicaDeLeituraAPIC #APIC
Quem trabalha na cabine de tradução simultânea sabe que o maior perigo da nossa profissão é, muitas vezes, traduzir tudo "ao pé da letra". Mas e se a gente parasse para olhar a literalidade do nosso idioma de um jeito poético, absurdo e muito bem-humorado? Nossa dica de leitura do mês é o livro "Aos Pés da Letra", de Gregório Duvivier. Na obra, o autor faz uma verdadeira ginástica linguística. Ele pega expressões cotidianas que usamos no piloto automático e as reconstrói de forma literal, revelando o quanto a nossa comunicação é cheia de imagens surreais. O que significa, de verdade, "chover canivetes", "procurar pelo em ovo" ou "colocar a mão no fogo" por alguém? Se você está procurando uma leitura leve, rápida, mas cheia de sensibilidade e inteligência sobre o poder das palavras, "Aos Pés da Letra" é a escolha perfeita para o seu próximo final de semana. Quem aí já leu? Deixe sua opinião aqui nos comentários! 👇 #DicaDeLeituraAPIC #APIC
2 semanas ago
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7/9
Se o ouvido é a principal ferramenta de trabalho de um intérprete, quando foi a última vez que você deu um descanso verdadeiro para o seu? 

🎧 No calor da cabine, a nossa audição não é apenas um sentido passivo, mas um canal de processamento cognitivo de altíssima intensidade. Ficar exposto por horas a diferentes frequências de voz, ruídos de equipamentos eletrônicos e à própria pressão do ambiente pode sobrecarregar esse sistema, gerando a chamada fadiga auditiva: um desgaste silencioso que afeta diretamente o nosso desempenho e bem-estar. Arraste para o lado para entender os sinais de alerta que o seu corpo envia, as consequências na sua rotina e as melhores formas de proteger o seu maior ativo profissional!

É intérprete de conferências? Saiba como fazer parte da APIC: https://apic.org.br/pt/associar-se/ 

#FadigaAuditiva #Intérpretes #Intérprete #InterpretaçãoDeConferência
Se o ouvido é a principal ferramenta de trabalho de um intérprete, quando foi a última vez que você deu um descanso verdadeiro para o seu? 

🎧 No calor da cabine, a nossa audição não é apenas um sentido passivo, mas um canal de processamento cognitivo de altíssima intensidade. Ficar exposto por horas a diferentes frequências de voz, ruídos de equipamentos eletrônicos e à própria pressão do ambiente pode sobrecarregar esse sistema, gerando a chamada fadiga auditiva: um desgaste silencioso que afeta diretamente o nosso desempenho e bem-estar. Arraste para o lado para entender os sinais de alerta que o seu corpo envia, as consequências na sua rotina e as melhores formas de proteger o seu maior ativo profissional!

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#FadigaAuditiva #Intérpretes #Intérprete #InterpretaçãoDeConferência
Se o ouvido é a principal ferramenta de trabalho de um intérprete, quando foi a última vez que você deu um descanso verdadeiro para o seu? 

🎧 No calor da cabine, a nossa audição não é apenas um sentido passivo, mas um canal de processamento cognitivo de altíssima intensidade. Ficar exposto por horas a diferentes frequências de voz, ruídos de equipamentos eletrônicos e à própria pressão do ambiente pode sobrecarregar esse sistema, gerando a chamada fadiga auditiva: um desgaste silencioso que afeta diretamente o nosso desempenho e bem-estar. Arraste para o lado para entender os sinais de alerta que o seu corpo envia, as consequências na sua rotina e as melhores formas de proteger o seu maior ativo profissional!

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Se o ouvido é a principal ferramenta de trabalho de um intérprete, quando foi a última vez que você deu um descanso verdadeiro para o seu? 

🎧 No calor da cabine, a nossa audição não é apenas um sentido passivo, mas um canal de processamento cognitivo de altíssima intensidade. Ficar exposto por horas a diferentes frequências de voz, ruídos de equipamentos eletrônicos e à própria pressão do ambiente pode sobrecarregar esse sistema, gerando a chamada fadiga auditiva: um desgaste silencioso que afeta diretamente o nosso desempenho e bem-estar. Arraste para o lado para entender os sinais de alerta que o seu corpo envia, as consequências na sua rotina e as melhores formas de proteger o seu maior ativo profissional!

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Se o ouvido é a principal ferramenta de trabalho de um intérprete, quando foi a última vez que você deu um descanso verdadeiro para o seu? 

🎧 No calor da cabine, a nossa audição não é apenas um sentido passivo, mas um canal de processamento cognitivo de altíssima intensidade. Ficar exposto por horas a diferentes frequências de voz, ruídos de equipamentos eletrônicos e à própria pressão do ambiente pode sobrecarregar esse sistema, gerando a chamada fadiga auditiva: um desgaste silencioso que afeta diretamente o nosso desempenho e bem-estar. Arraste para o lado para entender os sinais de alerta que o seu corpo envia, as consequências na sua rotina e as melhores formas de proteger o seu maior ativo profissional!

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2 semanas ago
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8/9
Dizer "sim" de prontidão para uma oportunidade é tentador, especialmente no início da carreira. Mas você sabe identificar quando uma proposta coloca em risco o seu profissionalismo e a sua saúde mental?

Hoje temos algumas dicas que são indispensáveis para quem está começando na profissão, e úteis também para os mais experientes. Elas foram compiladas pela AIIC.😉👇

Antes de aceitar um trabalho, pergunte a si mesmo:

- Você está disponível naquelas datas e horários?

- Você tem a combinação de idiomas certa?

- Você tem a experiência e o conhecimento técnico necessários para interpretar o assunto?

- As condições de trabalho estão de acordo com as normas profissionais e as condutas éticas preconizadas pela associação?

Preste atenção quando:

- A composição da equipe é inadequada – alguns idiomas não estão cobertos corretamente, o tamanho da equipe não corresponde à carga de trabalho, você teria de trabalhar sozinho na simultânea ou o organizador é evasivo quando você faz perguntas sobre outros membros da equipe;

- As condições de trabalho são inaceitáveis: os documentos preparatórios não serão fornecidos, o valor oferecido é muito menor que o praticado no mercado, não há ajuda de custo para trabalhar em outra cidade, não há distinção entre dias de trabalho e dias de viagem, as cabines não serão compatíveis com as normas ISO.

Como evitar surpresas desagradáveis?

Quando você está começando e ansioso por experiência, pode ser tentador aceitar qualquer oferta de trabalho. Fazendo as perguntas certas, você pode evitar situações desconfortáveis, como:

─ Fazer interpretação simultânea sozinho por um período superior a 60 minutos;

─ Ser solicitado a trabalhar de ou para uma língua que não faz parte de sua combinação de idiomas;

─ Trabalhar em cabines divididas por cortinas ou sem isolamento acústico adequado;

─ Trabalhar sem o apoio de técnicos no local;

─ Trabalhar sem cabine de interpretação, em um local improvisado como ao lado da mesa de som ou dos controles de iluminação, por exemplo.

fonte: aiic.org

#DicasAPIC #InterpretarÉHumano #Intérpretes
Dizer "sim" de prontidão para uma oportunidade é tentador, especialmente no início da carreira. Mas você sabe identificar quando uma proposta coloca em risco o seu profissionalismo e a sua saúde mental? Hoje temos algumas dicas que são indispensáveis para quem está começando na profissão, e úteis também para os mais experientes. Elas foram compiladas pela AIIC.😉👇 Antes de aceitar um trabalho, pergunte a si mesmo: - Você está disponível naquelas datas e horários? - Você tem a combinação de idiomas certa? - Você tem a experiência e o conhecimento técnico necessários para interpretar o assunto? - As condições de trabalho estão de acordo com as normas profissionais e as condutas éticas preconizadas pela associação? Preste atenção quando: - A composição da equipe é inadequada – alguns idiomas não estão cobertos corretamente, o tamanho da equipe não corresponde à carga de trabalho, você teria de trabalhar sozinho na simultânea ou o organizador é evasivo quando você faz perguntas sobre outros membros da equipe; - As condições de trabalho são inaceitáveis: os documentos preparatórios não serão fornecidos, o valor oferecido é muito menor que o praticado no mercado, não há ajuda de custo para trabalhar em outra cidade, não há distinção entre dias de trabalho e dias de viagem, as cabines não serão compatíveis com as normas ISO. Como evitar surpresas desagradáveis? Quando você está começando e ansioso por experiência, pode ser tentador aceitar qualquer oferta de trabalho. Fazendo as perguntas certas, você pode evitar situações desconfortáveis, como: ─ Fazer interpretação simultânea sozinho por um período superior a 60 minutos; ─ Ser solicitado a trabalhar de ou para uma língua que não faz parte de sua combinação de idiomas; ─ Trabalhar em cabines divididas por cortinas ou sem isolamento acústico adequado; ─ Trabalhar sem o apoio de técnicos no local; ─ Trabalhar sem cabine de interpretação, em um local improvisado como ao lado da mesa de som ou dos controles de iluminação, por exemplo. fonte: aiic.org #DicasAPIC #InterpretarÉHumano #Intérpretes
3 semanas ago
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